terça-feira, 2 de abril de 2013

A droga e o pânico social

 
André Antunes                                                                                                   

do Rio de Janeiro (RJ)

A pesquisa do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (Cebrid/Unifesp) oferece alguns indícios dos efeitos na população da amplificação do problema do crack. De acordo com o levantamento, 77,1% dos entrevistados consideraram que utilizar cocaína ou crack uma ou duas vezes na vida oferecia um risco grave, enquanto para a maconha esse índice foi de 48,1%. Já a ingestão de uma ou duas doses de álcool por semana oferecia risco grave para 20,8% dos entrevistados. Os dados a respeito do crack vão ao encontro de noções que se tornaram senso comum entre os brasileiros: a de que a droga ‘vicia na primeira tragada’, que ela causa rápida degradação física e moral, é causadora da desestruturação familiar, mata muito rapidamente, etc.
Sergio Alarcon afirma que muitas vezes se confunde causa e efeito quando o assunto é crack. “O crack não é uma droga distinta da cocaína: é a própria cocaína transformada em um composto disponível para o consumo através do fumo. Seu sucesso está relacionado aos baixos custos para a sua produção e aquisição. O crack se tornou a cocaína dos estratos economicamente mais baixos da população. Ele apenas substituiu como droga de preferência outras drogas que sempre foram utilizadas contra a dor física e moral produzida pela miséria. O crack desnuda a miséria humana para muitos daqueles que certamente prefeririam mantê-la na invisibilidade”, coloca. Tarcisio Andrade complementa, afirmando que a droga cai como uma luva em contextos sociais marcados pela miséria. “Quando se diz que a pessoa que usa crack vai ficar na rua, na sarjeta, esquece-se que já existia rua e sarjeta antes do crack. E provavelmente, para essas pessoas vivendo nas ruas em condições extremamente desfavoráveis, o crack dá um suporte, ao melhorar o estado de ânimo diante de uma realidade terrível. Ele é um estimulante, um antidepressivo, tira a fome do indivíduo mal alimentado. Há um ciclo vicioso mas que não começou com a droga, ela chega em um segundo momento”, conclui.
A maior dificuldade que o crack coloca, segundo Alarcon, não é tratar os usuários compulsivos, e sim dar conta de acabar com a miséria que leva muitas pessoas a consumirem a droga. “Todos os que entendem minimamente de Saúde Mental e Saúde Pública sabem o que fazer e como fazer, e por isso queremos a implantação dos equipamentos públicos preconizados pelo SUS. O problema é como cuidar para retirar da miséria essas pessoas, e como evitar a fábrica de miseráveis, de crianças e adolescentes abandonados que, uma vez nas ruas, encontrarão outras drogas muito mais devastadoras que o crack, como a exploração sexual, as doenças infectocontagiosas e a violência extrema – inclusive a violência do Estado”, diz.
No artigo Causa mortis em usuários de crack, publicado em 2006, pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Unifesp apontaram indícios de que a mortalidade destas pessoas estava muito mais relacionada à violência e à vulnerabilidade às doenças infectocontagiosas do que propriamente ao consumo da substância. O estudo acompanhou, por cinco anos, 131 usuários de crack da cidade de São Paulo que se internaram em um serviço de desintoxicação. Ao final de cinco anos, dos 124 pacientes localizados, 23 deles haviam morrido, sendo 13 assassinados.
Outros seis pacientes morreram em decorrência da AIDS e um morreu de hepatite B. Outros dois pacientes morreram de overdose e um por afogamento.
Metade dos pacientes que morreram tinha menos de 25 anos. O estudo apontou que a probabilidade de um usuário de crack morrer era sete vezes maior do que a da população geral no período estudado na cidade de São Paulo.
“Muitos usuários de crack usam a droga porque ela dá mais energia e eles têm que passar mais tempo acordados, porque moram em condições de altíssimo risco de vida. É uma ilusão isso que se veicula em relação ao crack, como uma coisa avassaladora que mata rapidamente. Na verdade, essas pessoas têm uma vida muito frágil, mas não necessariamente só pelo crack”, aponta Marco Aurélio.
Os pesquisadores da Unifesp Ligia Bonacim Duailibi, Marcelo Ribeiro e Ronaldo Laranjeira, no artigo ‘Perfil dos usuários de cocaína e crack no Brasil’, fazem uma revisão de artigos acadêmicos disponíveis sobre o tema em bases de dados e no Banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo o levantamento, o usuário de crack tem um perfil jovem, desempregado, com baixa escolaridade, baixo poder aquisitivo, proveniente de famílias desestruturadas, com antecedentes de drogas injetáveis e comportamento sexual de risco. Esses fatores, diz o artigo, o tornam um indivíduo “de difícil adesão ao tratamento, com necessidades de abordagens mais intensivas e apropriadas a cada fase de seu tratamento”.
Além disso, outras dificuldades para a manutenção do tratamento apontadas pelo artigo são “o não reconhecimento do consumo como um problema, passando pelo status ilegal e a criminalidade relacionada a estas drogas, pela estigmatização e preconceitos, pela falta de acesso ou não aceitação dos tipos de serviços existentes”. Já entre os fatores que promovem melhor adesão estão a farmacoterapia, encaminhamento a grupos de ajuda mútua, atendimento às mães e a família e atendimento médico geral. Os pesquisadores concluem afirmando que as informações relacionadas ao consumo de cocaína e crack no Brasil “ainda estão aquém do desejável, especialmente quando se vislumbram ações de política pública orientadas por evidências científicas e capazes de atender a todas as particularidades relacionadas à prevenção e tratamento dessas substâncias. Por outro lado, observou-se nos últimos vinte anos uma produção crescente de conhecimento acerca do tema [...]Novos estudos epidemiológicos e levantamentos são necessários em todos os campos levantados”.
A reportagem da Poli entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para agendar uma entrevista, mas foi informada de que a pasta não falaria sobre o assunto. (Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio/Fiocruz)
 
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/12490#.UVpTuoXX9DA.facebook
 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

MANIFEATAÇÃO SAÚDE SEAP GERICINÓ


AOS ASSOCIADOS,
 
GOSTARÍMOS DE ESCLERECER QUE A ÁREA TÉCNICA FARÁ UMA MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES.
 
 
    DIA 30 DE JANEIRO 4a FEIRA ÀS 9 HORAS
  • POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
  • IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS
  • VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES DA SAÚDE
  • CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE DA SEAP
 
NÃO ESTAMOS CONVOCANDO GREVE OU PARALIZAÇÃO.
 
EM DECORRÊNCIA DA PARALIZAÇÃO DOS ISAPS , PROVAVELMENTE NÃO CONSEGUIREMOS ENTRAR NAS UNIDADES .
 
O APOIO  DA ASSAP À PAUTA DOS ISAPS SE REFERE :
 
1- PERICULOSIDADE
2- INSALUBRIDADE
3- MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
4- APOSENTADORIA ESPECIAL
 
CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DOS SERVIDORES DA SAÚDE PARA DARMOS CONTINUIDADE À NOSSA LUTA.
 
DIRETORIA DA ASSAP

terça-feira, 27 de novembro de 2012

ATENÇÃO!!!!

MPRJ - MP exige na Justiça tratamento de saúde para presos com tuberculose
Publicado em 22/11/2012 15:49

A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro obteve, do Juízo da 5ª Vara de Fazenda Pública, antecipação de tutela para obrigar o Estado a oferecer tratamento de saúde adequado para presos com tuberculose. Na Ação Civil Pública ajuizada pela Promotora de Justiça Anabelle Macedo Silva, com base em apurações de Inquérito Civil, foi constatada queda nas taxas de detecção da doença, cura e oferta de consultas e exames a partir de 2010, com ampliação nas taxas de mortalidade no sistema prisional, além de deficiência de recursos humanos, assistência farmacêutica, diagnóstica e de transporte sanitário.
 
Atendendo parcialmente à ACP proposta pela Promotoria, a Justiça determinou, em decisão do dia 14 de novembro, que o Estado seja obrigado a tomar as seguintes providências: 1. Dotar o Hospital Sanatório Penal, da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, com mínimo de 12 médicos capacitados para atendimento de tuberculose, sendo sete médicos plantonistas e cinco para atendimento ambulatorial; 2. Laboratório em pleno funcionamento com todos os recursos para exames referentes à tuberculose, com o mínimo de sete técnicos de laboratório, dois biólogos para realização de cultura e testes de sensibilidade; 3. A presença de dois psicólogos para trabalho de terapia; fornecimento regular do material necessário a exames de detecção e controle da doença e unidades de raio-x em pleno funcionamento; 4. Criação, em caráter emergencial, de equipes médicas realizando visitas em todas as unidades prisionais do Estado para identificar detento já com tuberculose, providenciando a imediata remoção, para o local adequado e necessário ao tratamento.
 
A Justiça fixou prazo de 30 dias para que as medidas definidas em antecipação de tutela estejam implementadas e em pleno funcionamento, sob pena de multa diária de R$ 5 mil para o Estado.
 
"Caso não sejam tomadas as providências ora postuladas pelo MP, e considerando, inclusive, as condições dos nossos estabelecimentos prisionais, diga-se, longe de atingir a média de exigência de higiene pública, a questão provavelmente chegará a um estágio de difícil controle. Assim, absolutamente procedentes as preocupações e postulações feitas pelo MP Estadual, enriquecido que foi pela Constituição Federal de atribuições na defesa dos mais fracos e, principalmente, das garantias e direitos fundamentais. O Ministério Público que luta, briga, pugna e segrega os que agridem as normas que regulamentam o convívio social, é a mesma instituição que vela, zela e exige que o Estado garanta aos condenados o direito à saúde prevista em Constituição. Ressalte-se que as deficiências e omissões foram detectadas pelo MP e estão circunstanciadas no Inquérito Civil", ressalta trecho da liminar do Juízo da 5ª Vara de Fazenda da Capital.
 
Em prosseguimento ao trabalho que vem realizando quanto a saúde dos presos (chamado Programa Saúde Legal), com visitas a unidades prisionais e reuniões entre gestores do SUS e do sistema prisional, a Promotoria da Saúde acompanhará agora o cumprimento da decisão pelo Estado do Rio de Janeiro.
 
Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um princípio para o FPSSP?

“A sensibilidade é hoje o campo de batalha político”

Entrevista com Franco Berardi (Bifo), publicada em 29/01/2011, no periódico espanhol Público. Tradução do blog Boca do Mangue.
Franco Berardi (Bifo) é filósofo, escritor e teórico dos meios de comunicação. Envolvido nos movimentos sociais autônomos nos anos setenta, preconizou nos anos oitenta a futura explosão da Rede como vasto fenômeno social e cultural e fundou em 2005 a primeira “televisão de rua” na Itália. Em espanhol publicou “La fábrica de la infelicidad” ou “El sabio, el mercader y el guerrero”. Lançou recentemente o sítio de comunicação th-rough.eu, uma plataforma comunicativa trans-européia onde se encontra política, filosofia e crítica literária e de arte.
A primeira entrevista desta seção, faz já dois anos, que fizemos com ele. Nela falamos sobre a crise que recém começava e Bifo apontou três chaves de orientação teórica e prática: em primeiro lugar, não estamos diante de uma crise puramente financeira, mas de um modelo inteiro de civilização; em segundo lugar, o desenlace do cataclismo econômico é incerto: pode derivar para um “salve-se quem puder” generalizado, assim como para a criação de uma nova cultura de solidariedade e de partilha; por último, a dissolução da esquerda européia é um dado positivo porque nos empurra a pensar e experimentar fora de um marco conceitual e prático que pertence ao século XX. Dois anos depois retomamos a conversa com Bifo sobre o mesmo assunto.

PUBLICO: O que tem se passado nos últimos anos?

BIFO: Sobretudo duas coisas: a esperança Obama se dissolveu e explodiu a crise européia. Uma nova lógica se instalou no coração da vida européia a partir da crise financeira grega. Merkel, Sarkozy e Trichet decidiram que a sociedade européia deve sacrificar seu nível de vida atual, o sistema de educação pública, as pensões, sua civilização inteira para poder pagar as dívidas acumuladas pela elite financeira.

PUBLICO: E o que não tem acontecido? Refiro-me à ausência das grandes lutas sociais que todos esperávamos. Como se explica isso?

BIFO: Durante os últimos dez anos, a precarização geral da vida não só tem fragmentado o tempo de vida e reduzido o salário, mas sobretudo instalou na vida social o domínio do espírito competitivo, com suas conseqüências de agressividade, isolamento e solidão nas pessoas, sobretudo entre os jovens. Os efeitos sobre a sensibilidade são devastadores e estão à vista de todos: depressão de massa, crise de pânico, doenças do vazio etc. Essa des-empatia generalizada explica o atual “salve-se quem puder” diante da crise.

PUBLICO: Você vê alguma saída?

BIFO: Temo que a catástrofe presente não tenha nenhuma solução, a barbárie é a nova ordem social européia. Isso não se pode mudar, podemos apenas desertar. Temos que esquecer a palavra democracia porque não tem nenhuma possibilidade de restaurá-la e, em seu lugar, escrever a palavra autonomia. Autonomia das forças da produção técnica, cultural, criativa: o que eu chamo “cognitariado”. Autonomia significa abandono e esvaziamento do imaginário e dos lugares do trabalho, do consumo, da competência, da acumulação e do crescimento. E a criação de um novo espaço mental e social separado definitivamente do econômico. Esse é para mim o sentido profundo ao qual apontam as primeiras mobilizações contra a crise na Europa (Londres, Roma etc).

PUBLICO: Mas os estudantes tem saído à rua para protestar sobretudo contra o desmantelamento do sistema educativo.

BIFO: Sem dúvida, os estudantes não podem tolerar o fomento organizado da ignorância nos países europeus. Mas eu vejo, além disso, outro elemento a se levar em conta na mobilização furiosa e criativa do mês de dezembro: uma tentativa de re-ativação da dimensão corpórea, física, desejante e sensível das pessoas que compõem a classe cognitária européia. Ou seja, os milhões de estudantes, pesquisadores, engenheiros, analistas de sistema, jornalistas, poetas e artistas que constituem esse cérebro coletivo que é a força de produção crucial e decisiva no tempo presente.

PÚBLICO: Você dá muita ênfase à questão da sensibilidade.

BIFO: Sensibilidade é a capacidade de entender sinais que não são verbais, nem verbalizáveis. É a faculdade de discernir o indiscernível, aquilo que é demasiado sutil para ser digitalizado. Tem sido sempre o fator primário da empatia: a compreensão entre os seres humanos sempre se dá, em primeiro lugar, no nível epidérmico. E aí está, hoje, o campo de batalha político. A intensificação do ritmo de exploração dos cérebros tem posto em colapso nossa sensibilidade, por isso a insurreição que vem será antes de tudo uma revolta dos corpos. Penso em um novo tipo de açao política capaz de tocar a esfera profunda da sensibilidade mesclando arte, ativismo e terapia.

PUBLICO: Por que a arte?

BIFO: Tem uma expressão artística importante na última década que se dedica à compreensão da fenomenologia do sofrimento psíquico. Penso em escritores como Jonathan Franzen e Miranda July, em vídeoartistas como Lijsa Ahtila ou em cineastas como Gus Vant Sant e Kim Ki-Duk. Mas a arte por si só não consegue modificar a realidade, apenas conceitualizá-la e denunciá-la. A arte deve mesclar-se com a política e a política com a terapia.

PUBLICO: Terapia e política, um estranho par, não?

BIFO: Quando o primeiro efeito da exploração capitalista do trabalho cognitivo é o esgotamento nervoso e o sofrimento psíquico, a ação social tem que se propor, antes de mais nada, como terapia mental e relacional. Mas quando falo de terapia não me refiro a uma técnica que reintegre o indivíduo exausto à normalidade do consumo compulsivo e à competição econômica, mas à prática que reativa a sensibilidade e a empatia. A terapia que proponho não é outra coisa que revolta e solidariedade, o prazer dos corpos mesclando-se com outros corpos. As mobilizações dezembro em Londres e Roma tem sido as melhores ações auto-terapeuticas que se possa imaginar. Melhor que um milhão de psicanalistas.

PUBLICO: Para encerrar, peço umas palavras sobre a situação italiana.

BIFO: Dois processos de barbarização se somam na Itália. Por um lado,  um grupo de criminosos notórios, de fascistas mafiosos e racistas estão desmontando a estrutura institucional e moral do país. E por outro, tem uma aplicação sistemática das diretrizes neoliberais e monetaristas da União Européia. Não tem solução italiana para a situação italiana. Mas, eu já não sou italiano. Os estudantes italianos já não são italianos, muitos tem deixado o país e vivem em Londres, Berlim, Barcelona ou Paris. Somos europeus porque sabemos muito bem que só a nivel europeu se pode criar uma nova forma política adaptada à riqueza da inteligência coletiva. Só uma insurreição européia pode abrir um novo horizonte à sociedade italiana.

Ref. http://bocadomangue.wordpress.com/2011/01/30/%E2%80%9Ca-sensibilidade-e-hoje-o-campo-de-batalha-politico%E2%80%9D/

IX FPSSP: humor e cura


 A piada como terapia
Psicanalista diz que o humor é parte importante da saúde mental - e a principal ferramenta para enfrentar os medos

Valéria Blanc


» Trecho do livro Seria Trágico... se Não Fosse Cômico, de Abrao Slavutsky e Daniel Kupermann 

Rir é o melhor remédio? Para uma corrente da psicologia, manter o humor mesmo nas situações adversas não é apenas sabedoria popular, mas um instrumento terapêutico. 'O humor é uma sabedoria trágica sobre a própria finitude. Sabemos que não podemos tudo, que somos impotentes para muitas coisas, mas não permitimos que os medos, inclusive o da morte, nos paralisem', diz Daniel Kupermann, doutor em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao lado de Abrão Slavutzky, psicanalista e psiquiatra, Kupermann organizou o livro Seria Trágico... Se não Fosse Cômico (Civilização Brasileira), para marcar o centenário de outra obra, Os Chistes e Sua Relação com o Inconsciente, de Sigmund Freud. Os textos de ambos e de mais dez profissionais chamam a atenção para detalhes que, no dia-a-dia, podem fazer a diferença no bem-estar de cada um. A seguir, os principais trechos de entrevista concedida a ÉPOCA.

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT1101805-1666-1,00.html